Os atributos que chamam a atenção numa empresa

O que chama atenção em uma boa organização? Proposta de valor, qualidade, preço? Sim. Além disso, é provável que sejam os propósitos e valores, e a forma como ela é governada e gerenciada.

 

Governança é a condução maior da organização e precisa ser orientada pela ética e por princípios claros e justos no trato com acionistas e partes interessadas. Deve ser evolutiva e respeitar a maturidade e a hereditariedade da organização.

 

Toda empresa tem uma estratégia, nem sempre muito visível. Definir, orientar e monitorar a execução, são funções de governança que precisam de agentes. O acionista define a intenção estratégica, e seu representante, o conselho (de administração ou consultivo), quando existe, deve explicitá-la, orientá-la e monitorá-la. Caso contrário, o acionista deve fazer esse papel.

 

Uma escolha estratégica só gera resultados se alguém planeja e executa as ações dela derivadas, o que é papel dos agentes de gestão. O principal destes é o presidente-executivo. Já o agente de governança examina, avalia e, se for o caso, redireciona os processos reportados pelos gestores.

 

Nessa inter-relação, o presidente-executivo e o presidente do conselho são funções complementares e sinérgicas – ligam gestão e governança. Além do conselho, são frequentes as estruturas responsáveis por fiscalização e auditoria, bem como a assembleia de acionistas.

 

Mas nem só de estruturas se faz a governança. São requeridos práticas e processos adequados ao grau de maturidade da organização, por exemplo, os protocolos e os regimentos que organizam a atuação dos agentes.

 

É decisivo contar com valores compartilhados; propósito explicitado e estratégia clara; estruturas de governança adequadas; práticas e processos pertinentes; e agentes atuantes, com perfis compatíveis com sua função. Tudo em acordo com a maturidade da organização, que, assim, estará mais apta a honrar com valores, cumprir com propósitos, entregar produtos e serviços apreciados pelos clientes e obter reconhecimento pela atuação.


MARCO ANTONIO F. VILLAS-BÔAS (1)

(1) Mestre em Administração, Conselheiro de Administração Certificado, mentor, professor e consultor.