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Sua empresa está usando IA. Mas está ficando mais competitiva?

há 11 minutos
4 min de leitura
Sua empresa está usando IA. Mas está ficando mais competitiva?

Fabio Mezzarano – Sócio da DMS PARTNERS



A adoção de inteligência artificial cresce nas empresas brasileiras. Mas quanto desse avanço está se convertendo em margem, produtividade e crescimento? E o que sua empresa pode fazer para transformar tecnologia em vantagem competitiva?


A inteligência artificial entrou na agenda das empresas. Funcionários utilizam novas ferramentas, departamentos experimentam automações e lideranças discutem como acelerar a transformação digital.


Segundo levantamento da Luria citado pelo portal O Hoje, o uso de IA no trabalho nas empresas brasileiras cresceu 183% entre janeiro e agosto de 2026.


É um avanço expressivo. Mas existe uma diferença fundamental entre utilizar uma tecnologia e conquistar uma vantagem competitiva com ela.


Afinal, qual indicador do seu negócio melhorou comprovadamente por causa da IA?


O desafio não é adotar IA. É gerar resultado.


Imagine investir em ferramentas de inteligência artificial, incentivar sua equipe a utilizá-las e multiplicar as iniciativas de automação.


Agora, imagine chegar ao fim do trimestre sem conseguir responder a três perguntas:

  • A empresa reduziu seus custos operacionais?

  • A margem ou a receita melhorou?

  • Os processos ficaram mais rápidos, eficientes e confiáveis?


Se essas respostas não estão claras, sua empresa pode estar avançando na adoção tecnológica sem avançar na mesma proporção em competitividade.


Esse é o risco de confundir movimento com progresso.


Contar usuários, ferramentas e projetos iniciados ajuda a medir a adoção. Não comprova, por si só, o retorno sobre o investimento.


E, para uma média empresa que precisa proteger margens, administrar recursos limitados e competir em mercados exigentes, essa diferença é decisiva.


Por que tantas iniciativas não entregam o retorno esperado?


Dados do IBM Institute for Business Value, citados pela Exame, indicam que apenas 25% dos projetos de IA analisados entregaram o retorno esperado, enquanto 16% foram escalados para toda a organização.


Os números reforçam um problema de gestão: implementar uma solução tecnológica não garante que ela produza valor para o negócio.


Isso acontece quando a empresa começa pela ferramenta, em vez de começar pelo problema que precisa resolver.


Automatizar um processo ineficiente pode apenas acelerar o desperdício. Implementar IA sem definir responsabilidades pode ampliar riscos. Criar projetos sem indicadores dificulta saber o que funciona e o que precisa mudar.


A vantagem competitiva não está simplesmente em fazer mais com IA. Está em escolher melhor onde, por que e como utilizá-la.


O que empresas competitivas fazem diferente?


Empresas que tratam a IA como uma agenda de gestão, e não apenas de tecnologia, começam por outra pergunta:


Qual resultado de negócio precisamos melhorar?


A partir dela, identificam os processos que mais impactam o desempenho, avaliam as oportunidades de aplicação da tecnologia e definem como o resultado será medido.


Em uma média empresa, isso pode significar:

  • Reduzir o tempo de resposta a cotações para aumentar a capacidade comercial.

  • Diminuir retrabalho e desperdícios para proteger a margem operacional.

  • Melhorar a previsão de demanda para reduzir capital imobilizado em estoque.

  • Acelerar o fechamento financeiro para melhorar a qualidade das decisões.

  • Liberar a equipe de tarefas repetitivas para concentrar esforços em atividades de maior valor.


Cada iniciativa precisa ter um objetivo definido, um indicador de referência, um responsável pelo resultado e um prazo para avaliar o progresso.


Um ciclo inicial de 90 dias, por exemplo, pode ajudar a testar uma oportunidade prioritária, avaliar evidências e decidir se vale a pena ampliar o investimento. O prazo deve ser adequado à complexidade e ao impacto esperado de cada projeto.


O objetivo não é implementar IA em todos os lugares. É direcionar recursos para as oportunidades com maior potencial de retorno.


Como saber se sua empresa está avançando?


Antes de ampliar os investimentos em inteligência artificial, leve três perguntas para a próxima reunião de diretoria.


1. Qual resultado de negócio queremos transformar?

Defina o processo e o problema que precisam ser resolvidos. Uma iniciativa sem objetivo claro dificilmente terá sucesso mensurável.


2. Qual indicador comprovará o resultado?

Pode ser margem, custo operacional, prazo, receita por cliente, retrabalho ou capital de giro. Estabeleça uma referência inicial e uma meta coerente com a oportunidade identificada.


3. Quem será responsável por entregar esse resultado?

Toda iniciativa relevante precisa de um responsável com atribuições claras, capacidade de execução e acompanhamento dos resultados e riscos.


Se sua empresa ainda não consegue responder a essas perguntas, talvez não precise de mais ferramentas. Precise de maior clareza estratégica, priorização e capacidade de execução.


Quer aprofundar o tema e identificar oportunidades para sua empresa?


Antes de decidir onde investir, vale compreender como a inteligência artificial pode contribuir para a competitividade e quais condições precisam existir para que essa transformação gere resultados.


A DMS Partners disponibiliza dois e-books para empresários e lideranças que desejam ampliar essa visão e encontrar caminhos para melhorar o desempenho dos seus negócios.


E-BOOK:

IA e Competitividade para Médias Empresas em Tempos de Crise

Um material para explorar as dimensões da competitividade, as aplicações de IA e os desafios de adoção, com ferramentas para diagnóstico, priorização e planejamento de iniciativas.




Os materiais ajudam a ampliar a compreensão sobre os desafios da gestão. O próximo passo é transformar esse conhecimento em decisões alinhadas à realidade e às prioridades da sua empresa.


Competitividade exige mais do que tecnologia


Para médias empresas, a inteligência artificial representa uma oportunidade real de melhorar processos, fortalecer a gestão e competir de forma mais eficiente.


Mas transformar essa oportunidade em resultado exige conectar estratégia, operação, pessoas, tecnologia e desempenho financeiro.


É justamente nesse ponto que a DMS Partners atua.


Atraves do DMS Competitiveness Cycle, a DMS apoia lideranças na identificação de gargalos, na definição de prioridades e na construção de planos de ação orientados a resultados. A inteligência artificial pode fazer parte desse processo, sempre vinculada aos desafios e aos objetivos reais da empresa.


Mais do que recomendar ferramentas, o trabalho é ajudar a liderança a entender onde estão as oportunidades de ganho, quais iniciativas merecem prioridade e como acompanhar sua contribuição para o desempenho do negócio.

O primeiro passo não é escolher uma ferramenta. É entender onde sua empresa pode ganhar competitividade e quais mudanças merecem prioridade.


Sua empresa está pronta para transformar oportunidades em resultados mensuráveis?

Agende sua Sessão Inicial de Competitividade com a DMS Partners e avalie onde estão as principais oportunidades de evolução do seu negócio.



 
 
 

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